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Bap revela bastidores de atrito com Leila Pereira
Por Redação FutVerdão em 04/08/2026 23:07
A rivalidade entre Palmeiras e Flamengo há muito tempo deixou de se limitar apenas aos gramados da América do Sul. O embate político e institucional entre as cúpulas dos dois clubes mais vencedores do país recentemente ganhou novos capítulos, evidenciando o distanciamento entre as lideranças e as divergências na condução dos negócios do futebol brasileiro.
Luiz Eduardo Baptista, conhecido no cenário esportivo como Bap, trouxe luz a essa complexa dinâmica de bastidores. O dirigente do clube carioca apontou que as divergências de postura e temperamento entre ele e a mandatária do Verdão dificultam o entendimento mútuo, embora reconheça que o respeito institucional deva prevalecer acima das vaidades pessoais.
Curiosamente, ao mesmo tempo em que o diálogo com a atual mandatária palmeirense encontra barreiras, o dirigente do Flamengo fez questão de demonstrar enorme apreço por uma figura histórica da reconstrução alviverde. Bap relembrou sua relação com Paulo Nobre e rasgou elogios ao ex-presidente palmeirense.
O contraste na política alviverde e a admiração por Paulo Nobre
De acordo com o dirigente carioca, a condução de Nobre no comando do Palmeiras merece um reconhecimento eterno por parte dos torcedores e da própria agremiação. Ele destacou o papel crucial do ex-dirigente em um período de extrema dificuldade financeira e administrativa do clube paulista.
"Eu conheci o Paulo Nobre num momento muito delicado do Palmeiras, e tenho uma admiração enorme pelo que ele fez. Eu me achava louco pelo que tinha feito pelo Flamengo, mas o Paulo é um louco extraterrestre. Minha opinião é que devia ter uma estátua do Paulo Nobre no Palmeiras. Tenho o máximo respeito pela instituição e pelo Paulo."
Essa postura amistosa em relação ao passado contrasta fortemente com o clima hostil do presente. Recentemente, a tensão escalou após manifestações públicas da diretoria do Flamengo que questionavam a idoneidade da arbitragem nacional, sugerindo um suposto favorecimento ao Palmeiras no Campeonato Brasileiro após uma vitória do time paulista contra o Vitória.
O estopim para a reclamação carioca foi a partida em que o Verdão goleou a equipe baiana, consolidando sua posição no topo da tabela. O clube do Rio de Janeiro contestou lances específicos, incluindo um cartão amarelo aplicado a Mauricio após jogada com Cacá, o que gerou uma resposta imediata e irônica de Leila Pereira, que tachou a postura dos rivais de "cara de pau".
Impasse na Libra e o impacto das relações pessoais nos negócios
Essas rusgas públicas acabam se refletindo diretamente nas negociações coletivas do futebol brasileiro. O distanciamento pessoal entre os dirigentes foi um dos fatores complicadores durante os debates sobre os direitos de transmissão da Libra, bloco comercial do qual o Palmeiras acabou se retirando.
Para o dirigente rubro-negro, a falta de sintonia e a quebra de confiança mútua inviabilizam a construção de acordos sólidos que beneficiariam o esporte como um todo. Ele detalhou como os desentendimentos em reuniões de negócios acabam minando a possibilidade de consensos futuros.
"Você faz negócio com quem não confia, não conhece, não tem um nível mínimo de admiração? Se eu vou a um evento na sua casa e você me trata mal, por que você acha que vou te tratar bem? Você combina uma reunião, onde vai defender seu ponto de vista, mas quando chega no dia da reunião você fala que não vai ficar na reunião, mas que vai votar contra, sabendo que a votação tem que ser unânime. Quem bate esquece, quem apanha não esquece jamais"
Abaixo, veja um resumo dos principais pontos de divergência que moldam a relação atual entre as diretorias dos dois clubes:
| Tema de Divergência | Visão de Bap (Flamengo) | Visão de Leila Pereira (Palmeiras) |
|---|---|---|
| Negociações da Libra | A quebra de confiança e posturas em reuniões inviabilizaram o consenso. | Optou por deixar o bloco comercial para seguir caminho próprio. |
| Arbitragem no Brasileirão | Apontou suposto favorecimento ao Palmeiras após expulsões de rivais. | Classificou as reclamações formais do clube carioca como "cara de pau". |
Bap assume parcela de culpa por desgaste com Leila Pereira
Apesar do tom crítico sobre a postura de Leila nos bastidores comerciais, Bap adotou uma postura mais reflexiva ao avaliar o histórico de atritos entre as duas diretorias. Ele assumiu sua parcela de responsabilidade pelo desgaste acumulado ao longo dos últimos anos.
O dirigente ponderou que, independentemente de amizades pessoais, os clubes possuem obrigações corporativas que exigem maturidade na mesa de negociações, reconhecendo que ambos os lados cometeram excessos no calor da disputa esportiva e política.
"Flamengo e Palmeiras não precisam ser amigos, mas precisam sentar na mesa e discutir negócio como deve ser feito. Em relação à instituição, absolutamente nada contra. Ela não é culpada por tudo de ruim da relação, também tenho minha parte. O jogo tem isso, às vezes, umas cotoveladas, ofensas. Eu sei o que fiz, e ela também. Isso impede a gente de conversar? Não impede, especialmente se o tema for negócio"
O cenário atual mostra que, embora o pragmatismo financeiro exija diálogo, as feridas abertas por declarações públicas e divergências metodológicas continuam ditando o ritmo das relações entre Palmeiras e Flamengo. Resta saber se o profissionalismo conseguirá superar as barreiras criadas pelas fortes personalidades que comandam os dois gigantes do futebol nacional.
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