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Casagrande: Corinthians Ganha Moral, Mas Não Compete com Flamengo e Palmeiras no Brasileirão
Por Redação FutVerdão em 07/03/2026 20:11
Apesar de ostentar um moral elevado após as recentes conquistas da Copa do Brasil e da Supercopa, o Corinthians ainda não se equipara a Flamengo e Palmeiras na disputa pelo Campeonato Brasileiro. A análise é de Walter Casagrande, que em participação no UOL News Esporte, do Canal UOL, apontou a falta de regularidade como o principal entrave para o time comandado por Dorival Júnior almejar o topo da competição. Casagrande ressalta que, em um campeonato de pontos corridos, a força dos elencos e o volume de investimentos acabam pesando decisivamente.
"Você não pode pegar dois, três jogos e falar que vai competir com times que ganharam tudo nos últimos cinco anos. Eu ainda acho que Palmeiras e Flamengo estão na frente. O Corinthians ganhou o Campeonato Paulista, ganhou a Copa do Brasil, que foi dois títulos de torneio, não foi campeonato longo, foi de torneio, e ganhou do Flamengo no domingo num jogo. O Corinthians está bem? Está. O Corinthians está com moral? O time está entrosado, está competitivo? Está. Mas não dá pra falar que vai competir no Campeonato Brasileiro com Flamengo e Palmeiras , que precisa de regularidade. Então, eu ainda acho que é Palmeiras e Flamengo", afirmou Casagrande.
Desempenho e Expectativas para o Brasileirão
A perspectiva de Casagrande sobre a distância entre os clubes se estende à forma como as equipes devem encarar os confrontos. Ele sugere que, diante da superioridade de Palmeiras e Flamengo, a estratégia para enfrentar esses gigantes pode ser mais agressiva.
"Não vai com time misto em nenhuma hipótese. É uma folga tranquila, é quarta à noite, domingo à noite e quinta. O Corinthians tá entalado, não é a histórica a coisa. O Corinthians tá entalado do Abel ao Vitor Roque -- o Palmeiras vai com tudo, o Palmeiras vai com tudo! Aliás, esse jogo é interessante porque vai ser o último jogo legal do Campeonato Paulista. É o último jogo legal. Porque a fase final talvez nem tenha outros grandes, vai saber...", comentou Arnaldo Ribeiro, em um trecho que adiciona uma camada de nuance à discussão sobre a estratégia em jogos pontuais.
O Mercado e a Busca por Reforços
Em um contraponto à discussão sobre os grandes, o cenário de outros clubes também foi abordado, com críticas à montagem de elenco em algumas equipes. A contratação de jogadores por afinidade, sem um critério técnico claro, foi um ponto levantado.
O Santos, por exemplo, foi alvo de comentários: "O Santos está contratando, o Santos fez um time de amiguinhos do Alexandre Mattos, do pai do Neymar e do Neymar. É um time de amiguinhos. Se isso vale para disputar um título, um campeonato, se isso é legal, beleza. Que faça isso. Mas eu vejo o time do Santos, gente, cada vez pior do que estava antes."
A Inconsistência Individual e Coletiva
A análise também se aprofundou na questão da inconsistência, tanto individual quanto coletiva, que pode minar o desempenho de uma equipe. Lucas Paquetá foi citado como um exemplo de jogador que oscila drasticamente em suas atuações, o que dificulta a criação de uma base sólida para o time.
"Para mim, o Paquetá é esse jogador que vai numa partida errar o passe e entregar o gol para o adversário como errou ontem. Em outra partida fazer uma cavadinha e deixar o Pedro na cara do gol que vai ser extraordinário a gente vai aplaudir de pé. Numa outra partida ele vai perder um gol feito como perdeu contra o Corinthians. Numa outra partida ele vai fazer um jogo super completo por todos os lados do campo. O Paquetá é um jogador inconsistente. Por isso que eu acho o Paquetá superestimado", ponderou Casagrande.
Fragilidades Defensivas no Flamengo
O Flamengo, apesar de seu potencial ofensivo, também foi apontado com vulnerabilidades, especialmente em seu sistema defensivo. A falta de pressão e de recomposição por parte dos jogadores de frente e do meio-campo tem deixado a equipe exposta.
"O que me chamou muito a atenção no Flamengo do ano passado não foi só o Arrascaeta, rei da América, foi como o time era sólido defensivamente. Um time muito bom tecnicamente que tomava pouquíssimos gols. Hoje, o Flamengo tem sido um time, em todas as partidas, muito vulnerável. Fora o Pulgar, que tenta marcar sozinho, beliscar sozinho, os zagueiros não beliscam, a turma de frente não pressiona. E ontem não estava o Jorginho, que voltou ainda fora de forma, que nem tem muito essa vocação, mas ele preferiu escalar de novo o time com um volante só de marcação, deixar o De La Cruz como o segundo homem e perdeu o meio de campo para o Internacional praticamente o jogo inteiro", explicou Julio Gomes.
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