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Palmeiras 2025: Retrospectiva de um ano sem conquistas e muito gasto
Por Redação FutVerdão em 01/01/2026 05:12
O encerramento da temporada de 2025 deixa um gosto amargo e uma sensação de profunda frustração para a coletividade palestrina. Apesar de ter protagonizado o maior aporte financeiro de sua história, o Palmeiras encerra o ciclo anual sem erguer um único troféu relevante. O roteiro do ano foi marcado por batidas na trave, acumulando três vice-campeonatos expressivos: no Paulistão, na Copa Libertadores e no Campeonato Brasileiro.
Sob a gestão de Leila Pereira, o clube destinou aproximadamente R$ 700 milhões para a qualificação do plantel. O ponto alto dessa movimentação ocorreu em fevereiro, com a contratação bombástica de Vitor Roque. O atacante custou aos cofres alviverdes cerca de 25,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 154 milhões), tornando-se a aquisição mais cara já registrada na história da instituição. No entanto, o retorno técnico em títulos foi nulo.
Embora o elenco tenha sido projetado para dominar as cinco frentes de disputa, o desempenho dentro das quatro linhas ficou aquém do esperado. Além da ausência de taças, o torcedor precisou lidar com a dor de ser superado pelo maior rival, o Corinthians, em momentos cruciais da temporada, resultando em eliminações traumáticas que abalaram a confiança no trabalho da comissão técnica.
O domínio do Flamengo e a queda no cenário nacional e continental
Na reta final do ano, o Palmeiras concentrou suas forças na Copa Libertadores e no Brasileirão, mas encontrou no Flamengo de Filipe Luís um obstáculo intransponível. No torneio continental, o Verdão superou adversidades, como a histórica virada de 4 a 0 sobre a LDU no Allianz Parque após uma derrota pesada no Equador. Contudo, na grande final, a equipe apresentou um futebol apático e foi derrotada por 1 a 0, encerrando a partida sem sequer finalizar contra a meta adversária.
A situação no Campeonato Brasileiro não foi diferente. Após uma recuperação vigorosa que levou o time à liderança, o Palmeiras sofreu um apagão técnico nos momentos decisivos. Com uma sequência negativa de cinco jogos sem vitória, somando apenas dois pontos em quinze possíveis, o Alviverde viu o Flamengo assumir o topo e garantir o título nacional. O saldo final foi mais um segundo lugar doloroso para uma equipe que parecia ter o controle da competição.
| Competição | Desempenho Final |
|---|---|
| Campeonato Paulista | Vice-campeão |
| Copa Libertadores | Vice-campeão |
| Campeonato Brasileiro | Vice-campeão |
| Copa do Brasil | Oitavas de final |
| Mundial de Clubes | Quartas de final |
A aposta tática na dupla Flaco Roque
Diante das dificuldades e da pressão por resultados, Abel Ferreira buscou alternativas táticas e encontrou sobrevida ao escalar Vitor Roque e Flaco López juntos. A parceria, apelidada de "Flaco Roque", mostrou potencial imediato na estreia contra o Universitario, do Peru, pela Libertadores. Na ocasião, a goleada por 4 a 0 fora de casa alimentou a esperança de que o investimento milionário finalmente renderia frutos coletivos.
Essa mudança estrutural permitiu que os dois atacantes se potencializassem. O Palmeiras apresentou um futebol mais agressivo e eficiente durante um período, eliminando o River Plate com autoridade nas quartas de final da competição sul-americana. Entretanto, mesmo com o brilho individual da dupla, o sistema coletivo falhou em converter o bom momento em conquistas efetivas, evidenciando lacunas emocionais e táticas nos jogos de maior peso.
Derrotas no Derby e o desgaste na Copa do Brasil
O ano de 2025 também foi marcado por uma hegemonia negativa nos clássicos contra o Corinthians. Na Copa do Brasil, o sorteio colocou os rivais frente a frente nas oitavas de final. Após perder o primeiro jogo por 1 a 0 na Neo Química Arena, o Palmeiras viu suas chances ruírem precocemente no Allianz Parque. A expulsão direta de Aníbal Moreno, logo aos 15 minutos, após atingir José Martínez, desestruturou o plano de jogo de Abel Ferreira.
A derrota por 2 a 0 em casa selou a eliminação e desencadeou uma das maiores ondas de protestos contra o treinador português. Em um ano de sete confrontos contra o arquirrival, o Palmeiras conseguiu apenas um triunfo. A instabilidade foi tamanha que o técnico, pela primeira vez em cinco anos de Brasil, enfrentou questionamentos severos sobre sua capacidade de renovar o repertório da equipe diante de adversários que já conheciam profundamente seu estilo.
A experiência no Mundial e o vice-campeonato estadual
No Super Mundial de Clubes, o Palmeiras teve uma passagem digna, liderando seu grupo que contava com Porto, Al Ahly e o Inter Miami de Lionel Messi. Nas oitavas, despachou o Botafogo, mas parou novamente no Chelsea nas quartas de final. O jovem Estêvão, em sua despedida, marcou um belo gol, mas a eficiência de Cole Palmer garantiu a vitória inglesa por 2 a 1, encerrando o sonho palmeirense em solo internacional.
Já no Paulistão, o início claudicante quase custou a vaga no mata-mata, garantida apenas na rodada final. Após eliminar São Bernardo e São Paulo, o Verdão chegou à final contra o Corinthians. A derrota por 1 a 0 no jogo de ida obrigava uma reação na volta, mas o destino foi cruel: Raphael Veiga, geralmente implacável, teve seu pênalti defendido por Hugo Souza, selando o primeiro dos três vices do ano de 2025.
Para 2026, a diretoria optou pela continuidade, renovando o vínculo de Abel Ferreira até 2027. O planejamento para o próximo ciclo já começou com a busca por reforços, tendo o volante Marlon Freitas como alvo prioritário. Resta saber se o Palmeiras aprenderá com os erros de uma temporada onde o dinheiro sobrou, mas a competência para decidir títulos faltou nos momentos cruciais.
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