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Paulinho e De La Cruz: Lesões preocupam Palmeiras e Flamengo
Por Redação FutVerdão em 16/08/2026 15:55
O futebol de alto rendimento exige constância, algo que Palmeiras e Flamengo não estão conseguindo obter de seus investimentos mais robustos nesta temporada. Embora os dois clubes sigam firmes na disputa pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro, a ausência frequente de peças fundamentais devido a problemas físicos acende um alerta vermelho nos bastidores.
A situação de Paulinho no Palmeiras ilustra perfeitamente esse cenário de frustração. Contratado sob enorme expectativa após se destacar com a camisa do Atlético-MG, o atacante alviverde tem visto sua trajetória no clube ser interrompida por seguidas passagens pelo departamento médico. Atualmente, o atleta desfalca a equipe comandada por Abel Ferreira em decorrência de mais uma lesão muscular.
Os dados revelam uma queda drástica na minutagem do jogador. Em 2024, ainda atuando em Minas Gerais, Paulinho conseguiu manter uma regularidade expressiva, somando 59 partidas e apenas 37 dias de ausência por duas ocorrências médicas. No entanto, os anos seguintes foram dramáticos: em 2025, o atacante esteve em campo apenas 16 vezes, passando longos 208 dias em tratamento. Em 2026, até o dia 15 de agosto, foram somente 9 jogos disputados e 138 dias entregue aos preparadores físicos.
O drama físico de Paulinho no Palmeiras
Abaixo, apresentamos o comparativo detalhado do histórico clínico recente de Paulinho e de seu par no rival carioca, evidenciando o impacto dessas ausências no planejamento esportivo de ambas as agremiações:
| Jogador | Temporada | Partidas Jogadas | Dias de Afastamento | Ocorrências Médicas |
|---|---|---|---|---|
| Paulinho (Palmeiras) | 2024 | 59 | 37 | 2 |
| Paulinho (Palmeiras) | 2025 | 16 | 208 | 2 |
| Paulinho (Palmeiras) | 2026 (até 15/08) | 9 | 138 | 3 |
| De La Cruz (Flamengo) | 2024 | 41 | 65 | 3 |
| De La Cruz (Flamengo) | 2025 | 34 | 98 | 5 |
| De La Cruz (Flamengo) | 2026 (até 15/08) | 20 | 22 | 2 |
Do lado do Flamengo, o panorama envolvendo Nicolás De La Cruz gera questionamentos semelhantes. O meio-campista uruguaio, que custou cerca de R$ 102 milhões aos cofres cariocas em 2024, retornou ao departamento médico recentemente após sofrer uma lesão na coxa esquerda. O novo revés físico amplia a estatística de indisponibilidade do atleta desde sua chegada ao Rio de Janeiro.
Em sua primeira temporada na Gávea, De La Cruz participou de 41 confrontos, acumulando 65 dias fora de combate devido a três problemas médicos. Em 2025, o uruguaio atuou em 34 oportunidades e permaneceu 98 dias sob cuidados médicos por conta de cinco lesões distintas. Na atual temporada, até meados de agosto, foram 20 jogos e 22 dias de ausência.
De La Cruz e o alto custo do departamento médico do Flamengo
Somados os períodos de inatividade, De La Cruz desfalcou o Flamengo por 185 dias desde sua contratação. Embora o número seja expressivo e gere debates internos sobre o custo-benefício do investimento milionário, a situação é ainda mais alarmante no caso palmeirense. Paulinho acumula impressionantes 383 dias de afastamento no mesmo período analisado, o que representa mais do que o dobro do tempo de inatividade do meia uruguaio.
As diretorias de Palmeiras e Flamengo enfrentam o mesmo dilema: como justificar aportes financeiros tão elevados para atletas que passam mais tempo em reabilitação do que ajudando suas equipes dentro das quatro linhas? A escassez de opções confiáveis para substituir jogadores deste calibre compromete o rendimento técnico coletivo em momentos capitais do ano.
O impacto das ausências na disputa por títulos nacionais
Não há como dissociar o sucesso esportivo da saúde física do elenco. O Palmeiras entra na reta decisiva da temporada dividindo suas atenções entre o Campeonato Brasileiro, a Libertadores e a Copa do Brasil, torneios que exigem elenco robusto e peças decisivas prontas para atuar sob pressão máxima.
O Flamengo, por sua vez, também busca o protagonismo no Brasileirão e na Libertadores, necessitando que De La Cruz retome o ritmo de jogo rapidamente para ser útil no esquema tático. Para ambos os clubes, a recuperação plena de suas estrelas de alto custo deixou de ser apenas uma questão médica e passou a ser uma prioridade estratégica de sobrevivência na briga por taças.
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