1. FutVerdão

Abel Ferreira Critica Calendário do Paulistão e Explica Compulsão por Vitória

Por Redação FutVerdão em 02/03/2026 11:31

Após garantir a classificação do Palmeiras para a grande final do Campeonato Paulista, com uma vitória suada por 2 a 1 contra o São Paulo, o técnico Abel Ferreira optou por um discurso mais contundente do que o habitual. O treinador português direcionou suas críticas ao calendário da competição, ressaltando a disparidade no tempo de recuperação entre sua equipe e o Novorizontino, seu futuro adversário na disputa pelo título.

A decisão do estadual terá seu primeiro capítulo na quarta-feira, dia 04 de março, com o jogo de ida, e será concluída no domingo seguinte, 08 de março. Na visão de Abel, a organização das datas apresentou um problema significativo. Enquanto o Novorizontino teve seu compromisso no sábado, dia 28 de fevereiro, e pôde desfrutar do dia seguinte para descanso, o Verdão entrou em campo no domingo, 01 de março, chegando à final com uma desvantagem de um dia em relação ao tempo de recuperação.

Calendário do Paulistão: Abel Ferreira Pede Equilíbrio e Mais Tempo de Descanso

"O futebol brasileiro não concede às equipes o tempo necessário para se recuperar. Não estou aqui para defender ninguém, mas sim para defender a minha convicção e a verdade que eu prego. Considero injusto que uma equipe que disputará a final contra outra tenha um dia a mais de descanso, como ocorreu no confronto entre Corinthians e Novorizontino", declarou o treinador.

Ele complementou seu argumento, enfatizando a necessidade de um período mínimo de descanso. "No mínimo, deveriam ser concedidos três dias. A única coisa que solicito àqueles que organizam e decidem é que, se desejarem valorizar o espetáculo e não apenas a audiência, e se buscarem um equilíbrio entre audiência e espetáculo, devem providenciar, no mínimo, três dias de intervalo."

Abel Ferreira Critica Calendário do Paulistão e Explica Compulsão por Vitória
Foto: (Rogerio Moroti/Código 19/Gazeta Press)

A Intensidade de Abel Ferreira: Competitividade e Sacrifício Pessoal

Em meio a esse desabafo sobre o calendário, o comandante palmeirense também abordou a questão de seu comportamento competitivo, um tema que tem sido recorrente desde sua chegada ao Brasil. Abel explicou que a rotina exaustiva, marcada por jogos sequenciais e poucas horas de sono, tem um impacto direto em sua postura durante as partidas.

"É por isso que nos dedicamos tanto, muitas vezes deixando nossas famílias em casa, chegando em casa às 3 ou 4 da manhã. Não é algo que eu goste, não desejo, e sinto falta de sono. É por isso que, frequentemente, me apresento como alguém chato e irritado. Em uma semana com três ou quatro jogos, são quase três noites sem dormir, pois não consigo descansar após as partidas. Isso, inevitavelmente, reflete em meus comportamentos, especialmente em momentos de competição", justificou.

Para ilustrar seu ponto de vista, Abel Ferreira citou Ayrton Senna, um de seus maiores ídolos, para diferenciar o indivíduo fora das pistas do competidor implacável. "Já estou há tempo suficiente no Brasil e imaginava que vocês já me conheciam o suficiente, mas parece que não. Vou lhes explicar: um dos meus ídolos, vocês sabem quem é, Ayrton Senna. Fora das competições, ele era um dos corações mais generosos que já vi. No entanto, competindo, ele chegou a bater em outros pilotos e conquistou um campeonato mundial empurrando o Prost. Não venham me dizer que, em competição, eu sou um exemplo. Eu estou competindo, não estou em uma igreja, estou competindo."

Metáfora do Pateta e a Fera Competitiva em Abel Ferreira

Abel ainda recorreu a uma metáfora inusitada para reforçar a ideia de transformação que ocorre durante as disputas. "Muitas vezes, não sou o melhor exemplo. Mas vocês se lembram do Pateta? Um personagem espetacular, mas que se transformava quando assumia o volante de um carro. Às vezes, eu me sinto como o Pateta, mas quando quero ser o Pateta, eu sou. É isso que acontece quando estou competindo. Eu odeio perder, mesmo que seja contra meu pai, minha mãe ou minhas filhas. Eu odeio perder. Às vezes, fico chateado com meus auxiliares quando jogamos paddle, isso é competir. Repetirei quantas vezes forem necessárias: competindo, não sou o melhor exemplo. Com modéstia, quando não estou em competição, eu revejo tudo, assim como Ayrton Senna fazia, por ele e pelos outros."

Com a vaga na final garantida, o Palmeiras agora busca gerenciar o desgaste físico e mental de seus atletas, utilizando o discurso de Abel Ferreira como um fator motivacional para a conquista de mais um título estadual.

Curtiu esse post?

Participe e suba no rank de membros

Comentários:
Ranking Membros em destaque
Rank Nome pontos