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Palmeiras Responde: Clube Busca Saída de Processo por Morte de Torcedora e Critica Governo de SP

Por Redação FutVerdão em 16/02/2026 12:13

O Esporte Clube Palmeiras manifestou sua inconformidade com a sua inclusão no processo judicial que investiga as circunstâncias da morte da torcedora Gabriela Anelli Marchiano, ocorrida em julho de 2023, antes do confronto contra o Flamengo. A notícia foi divulgada pela ESPN.

A entrada do clube na ação judicial ocorreu após uma solicitação do Governo de São Paulo, que já figura como réu em uma ação movida pelo familiar da vítima. O pedido para que o Palmeiras também fosse incluído no caso foi acatado pela Justiça.

Palmeiras Contesta Responsabilização e Aponta Omissão Estadual

Em uma petição enviada à 11ª Vara da Fazenda Pública, obtida pela ESPN, o Palmeiras argumenta que não há fundamento legal para atribuir responsabilidade à instituição. O clube alega que o Estado busca "imputar a um ente privado a responsabilidade por seus atos e omissões". A defesa palmeirense sustenta que o trágico incidente ocorreu em via pública, nas proximidades do Allianz Parque, antes mesmo da abertura dos portões, e foi perpetrado por um indivíduo sem qualquer ligação com o clube.

A instituição reitera que cumpriu rigorosamente todas as exigências legais pertinentes à organização do evento. Conforme detalhado na defesa, foram mobilizados 110 seguranças privados e 286 orientadores, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pela Polícia Militar. Adicionalmente, o clube informou ter acatado a orientação para o bloqueio de vias no entorno do estádio.

Posição do Clube e Detalhes do Caso

O Palmeiras enfatiza que não existe nenhuma previsão legal que o obrigue a ressarcir o Estado em caso de condenação, classificando a tentativa de transferência de responsabilidade como "descabida". A nota do clube também ressalta que a Polícia Militar reconheceu a adequação da estrutura de segurança montada e que o confronto se iniciou por iniciativa de torcedores.

Felipe Anelli Marchiano, irmão da torcedora falecida, move uma ação buscando R$ 1 milhão por danos morais, além de R$ 150 mil em honorários. Em sua demanda contra o Estado, ele alega a ausência de segurança adequada no local, com efetivo insuficiente e falta de viaturas durante a confusão. Segundo ele, a abertura dos portões que separavam as torcidas agravou o tumulto.

Gabriela Anelli Marchiano foi atingida no pescoço por estilhaços de uma garrafa de vidro nas imediações do Allianz Parque, horas antes da partida entre Palmeiras e Flamengo. O professor Jonathan Messias Santos da Silva foi preso e, em maio de 2024, condenado a 14 anos de prisão em regime fechado pela 5ª Vara do Júri do Foro Central Criminal de São Paulo.

A investigação que levou à identificação do suspeito contou com o auxílio de imagens capturadas pelo sistema de reconhecimento facial do Allianz Parque e por câmeras da ESPN.

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